sexta-feira, 30 de julho de 2010



Minha escolha.

Não sei se isso acontece com todos os estudantes de direito mas há algo que me preocupa mais do que a OAB uma vez uma vez que, para esta, eu tenho a consciência de que com dedicação, força de vontade e fé são ingredientes suficientes para o meu êxito nesta etapa, a minha maior preocupação passa a ser quanto a próxima etapa. Se eu vou conseguir exercer a minha profissão com a mesma ética, a mesma sede de justiça que tanto fazem parte de meu caráter e me fizeram escolher este curso sobretudo, sem cair no comodismo de que fiz o meu melhor e, se não der certo, "é porque não era pra ser", se vou conseguir colocar a cabeça no travesseiro com a consciência tranquila de que fiz o que era correto sem me deixar iludir com falsos "massageadores de ego" porque esses, todos no fundo merecem mas quase nenhum fazem a diferença então para mim, é quase a mesma coisa.
Quero mais do que, ideologias, quero vê-los em prática, caso contrário, seria melhor ter escolhido outro curso.

domingo, 25 de julho de 2010


Primeiro estágio

Atualmente estou passando por um período de busca incansável. A busca pelo meu 1° estágio. É que por mais que se procure em sites, jornais ou até mesmo que se fique 24 horas "no pé" dos professores, a maioria das restrições apresentadas ou é a OAB ou que se esteja dentre os 7° e 9° semestre.
De fato no momento não passo de uma humilde estudante de direito do 5°semestre mas é que a cada semestre que se passa, a necessidade de sentir na prática tudo estudado até então aumenta. O estágio deixa de ser então uma mera ocupação extra curricular e passa a ser elemento fundamental para sua complementação acadêmica e, sobretudo, o 1° grande passo para a efetivação de nossa formação crítica.

sábado, 24 de julho de 2010




A FÉ, A CRENÇA, AS AGRURAS DA PROFISSÃO E A RESISTÊNCIA DO VERDADEIRO ADVOGADO.

O verdadeiro advogado, que não será um gênio, como o foi Clarence Darrow - o maior advogado criminal norte-americano de todos os tempos, é e será, eternamente, mais feliz. Sobreviverá, ainda quem com inauditos esforços. Acordará, um dia, de seu sonho e de seu pesadelo, sem que pereça a fé nos seus semelhantes, a sua crença na Justiça e o seu amor à mais bela e caridosa de todas as profissões: advocacia.
É evidente que todos esses lidadores do direito não olvidarão, jamais, o amargo sabor da injustiça e das humilhações sofridas, que tanto exultam o coração dos maus e confortam a alma de mercenário. Não esquecerão nunca a Justiça que tarda não é justiça, é injustiça"...
Poderão vender os seus amados livros e ter a certeza de que nada mais terão a ver com o direito, entretanto, mais cedo ou mais tarde, como o filho pródigo, retornarão ao lar paterno: aos tribunais, às salas de audiência, à tribuna, ao debate, aos seus processos e arrazoados, ao convívio forense dos bons.
Voltaram ao passado e hão de voltar sempre à sua estacada - trincheira infindável de combates que enobrecem o homem e santificam o advogado.
Voltarão mais sofridos, mais tristes, mais sós, mas, ao mesmo tempo, retemperados e fortalecidos pela imerecida insídia que a alma recebeu plena de coragem.
E, milagrosamente, recomeçarão, com a energia de sempre, a luta que só termina com a morte.
Foi certamente meditando sobre todas as agruras da advocacia que Piero Clamandrei traçou estas linhas: "Seria mais útil intercalar entre as várias provas, que os candidatos à advocacia devem prestar pra serem dignos de exercer a profissão, uma prova de resistência nervosa, semelhante àquela a que se sujeitam os pilotos a aviadores".
Outra, mais recentemente, não parece ter sido a intenção de F. Lee Bailey, que é também um veterano piloto, ao escrever no começo, no meio e no fim de seu famoso livro estas frases esparsas que dispensam comentários: " Se eu dirigisse uma escola para criminalistas, ensinaria todos eles a voar. Eu os faria levantar vôo quando o tempo estivesse ruim, quando os aviões não estivessem em bom estado, quando os pássaros estivessem caminhando no chão. Aqueles que escapassem com vida iriam aprender o significado da palavra 'sozinho' (...) como acontece com um homem errante, o advogado de defesa é um alvo constante". (...) "Há mais outra coisa: o pretenso criminalista deveria ficar ciente da solidão da profissão que escolheu. E das satisfações de ser um renegado" (...).
Há uma verdade irrefragável que deve ser, mais uma vez, proclamada: piloto ou não, solitário ou não, supondo-se ou não um renegado, pouco importa, o essencial é que o advogado, sempre zeloso no cultivo dos preceitos éticos de sua profissão e de sua consciência, não se acovarde, jamais, sempre que for necessário levar aos atribulados que carecem de amparo a sua boa vontade, a sua ciência e, principalmente , o seu destemor, a sua coragem que, inegavelmente, como apregoava John Kennedy, é " a mais rara de todas as virtudes humanas".
Sejam quais forem as armadilhas e os ódios, a s perseguições e as vilanias, um dia voltarão para sua oficina de trabalho, donde nunca se desprenderam as raízes profundas de sua fé.

(Da prisão em flagrante, de Tales castelo Branco. Ed: Saraiva, 4. ed. 1988, p. 217-219)